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Rins funcionam como filtros das impurezas acumuladas

Rins funcionam como filtros das impurezas acumuladas

Cruzeiro do Sul

Dentro daquilo que muitos chamam de "a mais completa e perfeita máquina já criada" (referência feita ao corpo humano), os rins funcionam como filtros das impurezas acumuladas na corrente sanguínea, preservando o que é bom e eliminando, pela urina, aquilo que não é.

Dentro daquilo que muitos chamam de "a mais completa e perfeita máquina já criada" (referência feita ao corpo humano), os rins funcionam como filtros das impurezas acumuladas na corrente sanguínea, preservando o que é bom e eliminando, pela urina, aquilo que não é. É mais ou menos o que acontece no processo de tratamento da água da piscina.
O nefrologista Jaelson Guilhem Gomes diz que a natureza foi tão sábia e pródiga que dotou o homem de dois rins. Não por acaso, é possível a qualquer pessoa saudável doar um dos órgãos e viver normalmente com o que sobrou. Este tem uma capacidade de recuperação tão grande que em poucos dias já responde pela filtragem de quase 100% do sangue.
Quando os efeitos do quadro de diabetes e de hipertensão arterial acometem o organismo, os rins deixam de funcionar ou funcionam de forma deficitária. Essa é a situação dos quase 2 mil pacientes cadastrados pela Associação dos Pacientes, Doadores e Transplantados Renais de Sorocaba e Região (Transdoreso).
A entidade, conforme o seu presidente Leomar Gregório, funciona como um posto de retaguarda e encaminha para tratamento aqueles que precisam. Além disso, recepciona os grupos de doentes que têm de se submeter às sessões de hemodiálise. A Associação foi criada há mais de 30 anos e tem sua sede instalada dentro do Hospital Evangélico, zona oeste da cidade.
Foi lá que o Cruzeiro do Sul conversou com pacientes que passam pelo tratamento, entre eles o próprio presidente da Transdoreso, Leomar Gregório. Há 13 anos ele cumpre a rotina de fazer hemodiálise três vezes por semana. Cada sessão na máquina, como costumam dizer os que recebem o atendimento, demanda quatro horas de espera, um sexto do tempo total que os rins sadios levam para filtrar os três litros e meio de sangue reservados dentro do corpo.
Leomar já se submeteu a um transplante, mas encarou o drama da rejeição e está de novo na fila de espera por um novo órgão. A rotina de um doente renal, ele conta, é norma dentro das circunstâncias possíveis. Existem restrições, cuidados e a obrigatoriedade de comparecer à hemodiálise. A falta provoca a retenção de líquido e, com isso, as pessoas podem ganhar peso. Em alguns casos, esse acréscimo chega a três quilos.
Quem também passa pelo mesmo tratamento há 14 anos é a dona de casa Neusa Santos. Ela admite o desgaste que tem de administrar, mas luta com as próprias forças para superar a doença. O mesmo acontece com o aposentado Clive Salustio de Paula, de 79 anos, que há dois recebe o tratamento.
"Temos de acreditar no melhor e no bom atendimento que recebemos. Tenho uma vida normal e procuro fazer o melhor. Conheci muita gente na mesma situação e a solidariedade ajuda, diminui o trauma. Vamos vencendo um dia de cada vez e seguindo as orientações que nos passam". (J.A.R.)

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